quarta-feira, 18 de abril de 2018

Meus sites e blogs fracassados

Análise dos meus fracassos com blogs, sites de nicho e publicidade paga - Dicas para não perder tempo e dinheiro com sites e blogs de nicho ou marketing digital

Sou apaixonado por desenvolvimento de software e sites desde moleque. Ainda lembro do meu primeiro site tosco que fiz em HTML puro e java Script, fiquei eufórico quando subi ele em um serviço gratuito que deu para ele um nome enorme já que não tinha dinheiro para comprar um domínio na época. Acho que somente eu acessava aquele pequeno site mal feito com umas páginas toscas com formulários em Java Script que não serviam para nada.

Faz tempo que Adsense não vale mais a pena, mesmo tendo milhares de views por dia, um site hoje fatura muito pouco mesmo, mantenho os anúncios aqui no meu blog porque é clássico, não teria graça abrir o blog e não ver anúncios aqui, fazem lembrar da época de ouro do tempo do blog do Pobretão. 

Meus sites de publicidade paga por comerciantes do bairro e de outras cidades


Eu mesmo ia atrás de anunciantes pagos no meu bairro fechando acordos por banners pagos ou garimpava interessados em anunciar nos meus sites em redes sociais e similares.

Tive alguns sites em que passei horas investindo meu tempo, criatividade e dinheiro, no começo não ganhava quase nada, depois ganhava uns trocados, depois aumentava um pouco, eu ficava feliz e depois, declinava até não render nada, então, eu cancelava tudo e partia para outro projeto.

Fazia campanhas no Facebook e Google segmentando o publico por interesse, região e idade, mas não adiantava ter vários acessos se os meus anunciantes que pagavam direto pra mim não viam o retorno esperado em vendas: por exemplo, mesmo pagando para que meus links aparecessem cirurgicamente em determinadas regiões próximas aos comércios dos caras, a macadada que acessava os site mesmo que os textos falassem sobre os assuntos relacionados aos comércios e serviços, ninguém comprava nada ou fazia uma visita no local... Decepcionante.

Várias vezes lancei cupons eletrônicos no Facebook que davam até 50% de desconto no estabelecimento dos caras e nem sequer 5 pessoas apareceram lá abanando o cupom na mão, e isso porque investi dezenas de milhares de views e clicks...

Para vocês terem uma ideia, até paguei por textos profissionais e ilustrações feitas sob encomenda, mas infelizmente, o pessoal aqui no Brasil além de não curtir leitura séria, ninguém comprava nada: não compravam nada dos anúncios do Adsense e não compravam nada dos anunciantes que eu garimpava por conta própria fazendo acordos de marketing.

Era decepcionante: uma meia duzia de leitores elogiavam com entusiamos os sites mas no geral, mesmo investindo com publicidade paga com anúncios no Facebook, Google e Bing os resultados eram ridículos...

Por fim, depois de perder um pouco de dinheiro e tempo, larguei mão de sites de publicidade.

Parei de circular pela cidade como um palhaço com a bunda suada correndo pra lá e pra cá com uma pasta embaixo do braço com meus portfólios e um notebook da Positivo com Linux.

Meus sites de nichos


Nesses sites eu somente focava os ganhos com adsenses mesmo. Criei alguns de literatura, informática, ciência da computação, desenvolvimento de software e até sites de putaria e humor macacal.

Tinha meses que ganhava uma graninha boa, mas em outros, mesmo juntando os centavinhos de todos sequer dava para pagar a hospedagem de dois sites... 

O que me chamou a atenção eram os milhões de views que os sites de putaria e humor idiota tinham, porém, vejam que ironia: apesar de milhões de acessos os sites de putaria e humor idiota acabavam por perder os anúncios tão logo eu obtinha autorização para por anúncios neles pois ninguém queria ter o nome de sua empresa ou marca associada com bobagens tipicamente brazucas e juvenis.

O mesmo efeito vemos em alguns blogs famosos da blogosfera: alguns blogs que se dizem de finanças mas que só falam de bobagens como tamanho de pau, "poder alfistico", "técnicas debilóides e para atingir a independência financeira", "filosofia dos betas para comer novinhas da badalhoca rosa" , esses blogs com conteúdo questionável que beiram a insanidade e a  falta de bom senso, possuem milhões de acessos diários, porém, as empresas rejeitam anúncios pagos em suas páginas...  Até penso que em certa medida, blogs assim são bons para conduzir os moleques para outros blogs mais sérios que realmente falam de desenvolvimento financeiro e pessoal: o blog do Pobreta fez isso comigo.

Mas vai entender a massa né? O povão quer apenas é pão e circo mesmo e como sabemos, os adolescentes complexados e lesados que ainda sabem ler um pouco são a maioria de leitores de blogs assim, logo, são um público que não consome muito, não possuem renda interessante para os anunciantes que pagam caro para ter banners nos sites dos blogs.

Os anunciantes olham para esses blogs e falam: "Publico indesejado e sem renda para consumir nossos produtos e serviços, baixo nível intelectual, para que perder dinheiro anunciando aê?"

O blog do Pobretão não sei como conseguiu manter por tanto tempos os anúncios lá, mas vejam o fim que teve, hoje subiram o conteúdo para uma hospedagem sem os anúncios. 

Enfim, acabei também por desistir de sites de nicho. Os dois últimos que ainda mantinha cancelei tudo mês passado e não renovei os domínios. 



Meus site de venda de Maconha em países em que essa porcaria é legalizada


Indo na onda de um colega japa doidão de faculdade adepto do fumacê (curso de Ciência da Computação), desenvolvemos juntos um site sobre o universo maconhistico, era todo em inglês mas dava para traduzir para qualquer língua que o leitor quisesse.

O site abordava desde o cultivo até o consumo desse lixo que destrói a mente dos moleques. Usamos um programa de afiliados da Holanda e outro ilegal de um país chulé da Europa oriental falido, anunciávamos desde o produto em natura, sementes até utensílios, livros e insumos para o cultivo, ganhávamos uma porcentagem de cada venda que os doidões faziam usando os links dos banners.

Nosso público era apenas de países em que essa porcaria era legalizada e sim, ganhamos um pouco de dinheiro com comissões. O que mais vendia eram sementes, bolachas e  cachimbos. 

Mas como tudo que é bom dura pouco, milhões de outros caras entraram na jogada e claro, os valores das comissões foram lá pra baixo não valendo mais a pena o esforço e gastos com o site.

Meus sites sem sentido nenhum: testando coisas loucas para aprender sobre a mentalidade humana e talvez ganhar uns trocados

Depois, passei a testar projetos malucos como: vendas de infoprodutos, apps inúteis e literatura erótica.

Infoprodutos: perda de tempo e dinheiro, parei quando vi que somente ganhava dinheiro quem vendia ilusões para outros se iludirem, muito trabalho para pouco retorno. 

App inútil: fiz um app (idiota) em que o usuário encomendava ilustrações e gifs pelo app obtendo assim figuras/desenhos personalizados para usar em seus sites, blogs ou trabalhos em geral: outro fiasco colossal, quando não era problema com a hospedagem do serviço que dava pau era o desenhista que dava uma de louco sensível e megalomaníaco e fazia greves ou reclamava direitos autorais depois de ver o desenho dele fazendo sucesso em algum site ou blog por aê... 

Porque todo cara envolvido com artes é meio pancada da cabeça e não tem visão nenhuma de negócios? 

Literatura erótica: a palavra chave é PUTARIA, nosso povo gosta de uma putaria mesmo... quanto mais pesada e suja melhor. 

Percebendo isso eu alternava entre textos puramente pornográficos de quinta categoria e textos mais eróticos e refinados.

O problema é que o site em questão só atraia estudantes pedantes de letras, filosofia ou psicologia (gente metida à sabichona) que faziam textões patrocinados pela empresa NemLy & NemLerey Corporation LTDA, ora criticavam a gramática, ora criticavam "clichês machistas e ultrapassados"...

Também me cansei de tudo e cancelei tudo.


Meu último projeto: uma terapia e meu diário digital


Enfim amigos, o blog aqui que começou como Gordo Tetinha e agora é blockchainsupertrader.com, é meu último projeto digital mesmo. 

Uso esse espaço virtual aqui apenas como terapia, um diário sobre minha vida e finanças em geral.
Estou livre daquela paranoia de obter views e ganhar com anúncios. Claro que se render uns trocados serão bem vindos, claro!

Vivo 24 horas conectado na web até por que, trabalho na infame área de Tecnologia da Informação, antigamente conhecida como "informática", mantendo o blog, tenho acesso às minhas informações financeiras rapidamente, esteja onde estiver.

É divertido e salutar acompanhar os comentários positivos dos amigos e também dos haters malucos: me divirto pra caramba aqui!

Enfim, ficam as dicas para quem quer se aventurar nessa vida de empreendimentos digitais:

*crie um nome de domínio legal que chame a atenção e que tenha à ver com seu projeto

*use serviços de hospedagem com servidores dedicados para não ser catapultado por seu provedor que vai te tirar do servidor compartilhado te intimando à comprar um serviço dedicado

*faça parceria com gente de confiança e não com artistas megalomaníacos 

*entenda a mentalidade tosca do cliente médio brasileiro: são carentes de afetividade, gostam de ser servidos como se fosses senhores de engenho e sinhazinhas (nossas raízes históricas) e desprezam o trabalho de quem os servem, acostume-se com isso ao tratar de negócios pela web

*teste, reteste e teste novamente, nada é definitivo e para sempre, tudo muda, tudo passa, tudo aparece e desaparece, se adapte. 

Att Gerson Ravv






domingo, 15 de abril de 2018

Postagem número 100 - Evolução da minha vida e estratégias financeiras

Texto número 100 - Histórico da minha evolução financeira ao longo dos anos desde os primórdios


Olá amigos do blog! O texto de hoje será um pouco extenso, quem não gosta de ler pode voltar para seus grupos de baixaria do Whats App.

Antes de conhecer a blogosfera eu era uma ameba descerebrada, mais perdido que cego em tiroteio, não tinha dinheiro no banco, gastava mais do que ganhava e não estava nem aê sobre meu futuro e vida financeira. Até corno eu fui quando mais jovem...

Em 2012 conheci o famoso blog do Pobretão e me identifiquei de cara com os sofrimentos do Pobreta em empresas sugadoras de riqueza humana e minha vida mudou para sempre.

Pelo blog do Pobretão conheci outros blogs e por meses ia lendo e absorvendo os relatos e dicas que os nobres amigos blogueiros postavam, lia tudo com uma fome de saber enorme.

Muitos desses blogueiros estão na minha lista aí do lado do blog intitulada "Os melhores blogs da Finansfera". Cada um deles contribuiu para o meu crescimento financeiro e também  como pessoa, profissional e blogueiro. Os blogs e fóruns da Real também impactaram e mudaram minha vida.

Enfim, só tenho à agradecer os blogueiros e até os haters que me deram uma visão diferente da bolha em que eu estava vivendo. Eu sequer me imaginava investindo em coisas sérias como a Bolsa por exemplo ou abrindo um negócio, apesar de ter visto minha mãe comprando ações da finada Telesp e revendendo, eu nunca quis saber dessas atividades. Por pouco não virei um hippie sujo em uma comunidade de malucos religiosos...

A blogosfera muda vidas! Sou um exemplo vivo disso meus amigos!

Linha do tempo do Gordo Tetinha e sua lenta evolução

Abaixo veremos minha lenta evolução histórica com altos e baixos em interesse no mundo financeiro e como fui mudando minha percepção sobre dinheiro e trabalho.

É um resumo de alguns textos que já postei aqui mas servem para reflexão geral sobre diversos aspectos da minha vida e da vida de quem nasceu em um bairro pobre de São Paulo nesse país chamado Brasil.

OS PRIMÓRDIOS

Idade infantil 1: eu era apenas uma criança criativa de 7 anos que tinha muita vontade de ganhar dinheiro vendendo bonequinhos lixosos de argila, durapoxi e gesso pintado com guache ou acrílico.

Eu mesmo fazia os pequenos monstregos e tentava vender na hora do recreio do colégio. Geralmente um ou outro moleque comprava um, mas no geral, os valentões da escola tomavam minhas criações ou despedaçavam elas na minha frente rindo...

Começava aí um principio de trauma associando  trabalho e dinheiro com sofrimento...

Idade Infantil 2: um pouco maior, já na quinta séria, ainda com aquele sentimento de querer ganhar dinheiro, comecei a implorar para minha mãe para que fizesse salgados que ela sabia fazer e eram deliciosos e me dar para eu vender de porta em porta: pobre soberba quase me bateu e me chamou de palhaço...
Fui pedir dinheiro ao meu pai para que pudesse comprar relógios do Paraguay que meus vizinhos japas traziam para revender nas lojas do bairro: meu pai me chamou de marreteiro e desconversou.

Revoltado, peguei meus gibis, revistinhas e livros acumulados ao longo dos meus poucos anos de vida e fui tentar vender tudo na feira de domingo com uma amiguinha improvisando uma barraquinha feita de caixotes coberta com uma toalha: meus pais me deram uma bronca terrível na frente dos flanelinhas favelados da feira que gargalhavam e grunhiam de alegria como macacos.

Meus pais me deixaram de castigo por meses...
Passei a ficar anti social e ansioso. Saia da escola e entrava direto na biblioteca e só voltava para casa tarde. Devorei livros e enchi vários cadernos de anotações dos estudos que fazia.


Idade Pré Adolescente: Quase terminando a sétima série, me juntei com minha irmã e uma amiga dela e fundamos dois jornalecos chulés e amadores, na verdade eram fanzines redigidos em uma máquina de escrever velha e depois em uma impressora podre da Lexmark que depois fazíamos cópias de xérox.

Ficávamos semanas sem poder fazer novos exemplares pois os ganhos mal davam para repor a tinta da impressora e cópias xérox...

O bairro só tinha gente bronca e a molecada estava seduzida por drogas e sexo juvenil, ninguém gostava de ler... Passei a ter vergonha de ser brasileiro vendo tanta desgraça e ignorância ocorrendo ao meu redor, lembro que todas as meninas bonitas da escola estavam engravidando dos bandidinhos da favela do bairro.

Continuei viciado em leituras e estudos na biblioteca do bairro e passei a ir nas bibliotecas maiores do centro de SP. Posso dizer com orgulho que zerei várias estantes da finada biblioteca municipal do meu pobre bairro.

Nessa época um dia voltando da biblioteca tropecei em uma almofada feita de jornal, era  cuidadosamente colada as pontas com duréx, devia pesar uns 300 ou 400 gramas. Levei pra casa curioso e quando abri na frente dos moleques do bairro na calçada descobri o que era MACONHA: um moleque maior prontamente me ofereceu alguns reais em troca daquele "tempero fedorento" e eu fui dormir com algumas notas novinhas de real escondidas embaixo do meu colchão morrendo de medo dos meus pais descobrirem. Sonhei aquela noite com minhas notas de plástico de 10 reais embaixo do colchão.

PÓS INFÂNCIA: IDADES DAS TREVAS

Ensino médio:  o começo do desastre ocorreu no ensino médio, tive uma professora fanática por comunismo, socialismo e Karl Marx, fiquei fascinado e apaixonado por ela: passei a pensar que o dinheiro era a maldição na vida humana moderna. Ela se ofereceu para me iniciar no mundo dos vermelhos e eu fui conduzido como um bestalhão...

Devorei o Capital de Karl Marx. Li as obras de Lênin, Stalin, Grasmci e outros comunas. Participei de algumas reuniões onde comunistinhas ficavam se lamentando da vida e arrotando slogans de guerra...

Por sorte não me identificava nem um pouco com aquelas figuras bizarras: eram na maioria maconheiros e vagabundos que não gostavam de estudar ou trabalhar, gostavam somente do lado maloqueiro das reuniões que no fim eram regadas com litrão de vinho barato e baseados podres de maconha... Lixo...

Eu não bebia e não usava drogas mas praticamente não pensava mais em dinheiro ou em ganhar dinheiro. Fiquei contaminado pela preguiça e falta de vontade das pessoas que me rodeavam nesses encontros.

Fim do ensino médio: a professora comunista foi embora para a Grécia (ela mal sabia que a Grécia afundaria em crise anos depois por culpa do comunismo!), eu fiquei "órfão" de uma tutora socialista e mandei tudo para a PQP; virei um mulambento alienado, deixei o cabelo crescer até cobrir minha cara e andava olhando para o chão sem esperar nada mais de bom da vida e futuro... Até parei de ler nessa época.

Estava virando um lixão inútil.

Minha namoradinha do ensino médio me trocou por uma baderneiro que roubava carros e meses depois engravidou dele: o marginal morreu num confronto com a polícia e a vagaba grávida pediu pra voltar comigo, me senti um lixo sem valor. Mandei ela e a minha vida pra PQP. Até procurava empregos mas só ouvia NÃO.

Pedia dinheiro para meus pais para melhorar minhas roupas mas eles ignoravam, acabei vendendo meu Super Nintendo e livros preferidos para comprar umas roupas e tênis mas não deu tempo de comprar pois sofri um acidente antes...

Evoluindo sempre, lentamente, mas evoluindo sempre.


Um Pobre mendigo: faltando meses para acabar o ensino médio, sou atropelado na calçada voltando da escola e perco todos os meus dentes da frente da parte superior da boca, me quebrei todo e por pouco não morri de hemorragia interna.

Lembro que quando estavam me socorrendo apenas ouvia vozes bem de longe falando: "É apenas um pobre mendigo! Coitado! Esse aí morreu!". Pra vocês terem uma ideia da minha péssima aparência, relaxo e estado lastimável que fiquei após o atropelamento...

Meus pais se sentindo culpados me deram de presente um Super Nintendo, roupas novas e livros. Pagaram a reconstrução dos meus dentes perdidos logo em seguida, sofri meses indo ao dentista e ao bucomaxilo. Por muita sorte não tenho nenhuma cicatriz no rosto, somente nas pernas e joelhos que se rasgaram um pouco no impacto.

Passei quase um ano sem sair de casa somente indo à escola mesmo. Virei um lixão: não saia de casa, não estudava, não lia mais, não pensava em trabalhar e estava entrando em depressão galopante...

Me arrepiava das cabeças aos pés quando via um carro ou ouvia o som de um motor. Foram meses tensos.

JUVENTUDE: ENTRANDO NO MUNDO DO TRABALHO

19 anos, um salário mínimo na conta e nada na cabeça oca: terminei o ensino médio com notas altas, só tirava 9,5 ou 10 mas torcia o nariz para o ENEM e para vestibular...

Passei meses somente assistindo MTV deprimido. Resolvi cortar o cabelo e voltar a me vestir de forma decente, voltei à ler compulsivamente. Depois de muito ouvir não ao procurar emprego, um amigo de infância me indicou para um trampo chulé e passei na entrevista.

Quando criança praticava Karate-dô, então seguindo recomendação médicas quanto ao acidente que sofri criei coragem e voltei a praticar artes marciais, escolhi o Hapkido para voltar a ter confiança em andar na rua sem ser atropelado e passei a fazer natação. Comprei uma bike também. Gastava mais da metade do meu salário somente com as aulas de hapkido, a natação era de graça. Pelo menos não precisava ajudar em casa.

Meu corpo reage muito rápido as meus hábitos, um mês sem atividade engordo, um mês com atividade volto ao normal sem muito esforço.

Seguem-se anos de empregos lixosos pra ganhar salário mínimo... Passava um ano, tirava férias, voltava e pedia demissão. Não sei o que houve comigo mas aprendi a passar em entrevistas de emprego e dificilmente ficava mais de 3 meses sem emprego de carteira assinada.

Era o típico rato na corrida dos ratos: trabalhava 30 dias e torrava a grana em 3 dias...
Arrumei uma namoradinha linda porém vagabinha e mais rodada que GP, parecia a Sheila Carvalho e me traia com tudo e todos.

Com vinte e poucos anos lancei um livro e uma HD: foram fracassos colossais mas pelo menos posso dizer: "Eu tentei!". Minha conta bancária continuava no zero.

Isso mesmo! Sou expert em Marxismo apesar de não ser comunista. Sei o Capital de cor e salteado. Quebro qualquer comunista de Iphone no meio.


PÓS JUVENTUDE: GRADUAÇÕES INÚTEIS E ATIVIDADES ILÍCITAS

Pós juventude, o retardado finalmente acordou: seguem-se anos em graduações inúteis: Letras, Ciência da Computação e Análise e Desenvolvimento de Sistemas: foi nessa época que conheci o blog do Pobretão. Foi um soco no estômago.

Me identifiquei com os sofrimentos relatados por ele, os haters e anônimos do blog comentavam coisas que mexiam comigo, algo começou a mudar dentro de mim: mandei minha namoradinha infiel pra PQP, passei a guardar dinheiro  e fui atrás de certificações na área de TI e informática a fim de aumentar meu salário e sair do subemprego.

Todo dia religiosamente lia e relia o blog do Pobretão na hora do almoço e passei a ler e frequentar os fóruns e blogs da REAL.

Na sede de ganhar dinheiro, passei a fazer coisas erradas: vendia senhas e logins de painéis de administração de servidores remotos, host, banco de dados e etc. Só pensava em ganhar dinheiro rápido e fácil, não tinha ética nenhuma. Passava um ano numa empresa coletando o maior número possível de dados e vendendo, depois, caia fora e entrava em outra e o ciclo se repetia. Mas no fim, me sentia mal e por fim me arrependi e parei com isso.

Lendo um comentário sobre criptomoedas no blog do Pobretão comprei Litecoin e Bitcoin sem entender muito bem do que se tratavam.

VIDA ADULTA: CAINDO NA REAL

Finalmente dinheiro acumulado na conta: agora já adulto, com certificação e experiência e referências finalmente consegui ir melhorando minha situação profissional e em consequência minha vida financeira e até casei.

Claro que meu casamento não deu certo pois casei com uma imbecil gastadora compulsiva e inconsequente que quando namorava comigo simulava uma mulher guerreira, simples e frugal...

Abrimos um negócio juntos e afundei em dívidas por conta dessa retardada. Graças aos céus separamos numa boa.

Criei meu blog que hoje tem 2 anos, testei inúmeras formas de ganhar dinheiro em busca da melhoria de vida e compartilhei aqui no blog minhas experiências: testei adsense, sites PTC, Spam, sites de afiliados, vendas de inforporcarias e etc: foi tudo um fracasso maior que o outro...

Criei alguns sites de nicho e consegui tirar uma mixaria que pagava o serviço de hospedagem e ainda sobrava um lucro todo mês, era uma graninha boa até,  mas depois com alterações de regras do adsense, dexei de lado recentemente e cancelei todos.

Minha mãe morreu e me vi livre de sua figura soberba que sempre estava atrás de mim resmungando: "Você é um fracassado, nada do que você tentar vai dar certo! Deixa de ser idiota e dedique-se somente ao seu emprego!".

Livre da minha mãe, sai do regime CLT e reabri minha birósca e prestei serviço como MEI: gostei muito da experiência, ganhei o suficiente para me manter e manter o negócio mas não tinha estômago para aguentar clientes idiotas e pilantras como  parceiros MEI ou PJ incompetentes que ao tentar uma sociedade com eles só me ferravam...

Nessa época finalmente minha conta bancária estava com um patrimônio legal. Provei para mim mesmo que sabia administrar caixa e tocar um negócio de forma eficiente.

NA CRISE DOS 30 ANOS GANHEI MUITO DINHEIRO

Transformação radical do humor e vida financeira: Agora, na casa dos 30, finalmente obtive ganhos expressivos: ganhei muito com criptomoedas e Bitcoin, apesar de ter perdido um pouco entre 2012 e 2014 quando vendi metade na baixa, mas em 2017 tive meu patrimônio aumentado de forma explosiva com a alta louca das criptomoedas em Dezembro de 2017: ainda tinha metade das criptos que tinha comprado e virei gente grande.

Sou bem visto no trampo como um profissional acima da média, querido por todos, desde o Severino da portaria até o gestor bafento gostam de mim e por incrível que pareça: fiquei comunicativo e quase um político demagogo em tempo de eleição...

Acho que com dinheiro acumulado e planos para o futuro, me sinto mais confiante e isso reflete no meu modo de agir.

RUMO AOS QUARENTA COM SAÚDE E DISPOSIÇÃO

Quase quarenta anos mas com cara e corpo de 25 anos e uma soma legal no banco para investir el coisas sólidas: depois da separação passei a me cuidar, claro que tive umas recaídas comendo lixo mas nada muito anormal.

Não estou mais gordo e nem tetudo. Meu rosto ainda conserva o viço de um cara de 25 anos e meu corpo está muito bem conservado por anos de natação, hapkido e sessões leves de musculação leve, fisioterapia mesmo, não acredito nessa ideia de que destruir a carcaça com pesos excessivos faz bem, em quase todo fim de semana vou nadar ou fazer trilha de bike no meio do mato.

Estou ótimo de saúde, acredito que isso se dá porque nunca bebi, fumei apenas por uns 3 meses e detestei, graças aos céus não me viciei em nicotina.
Tenho que lembrar também que passei uns 5 anos sem comer carne, açúcar ou coisas industrializadas quando me juntei com malucos naturebas.

Agora estou investindo aos poucos na Bolsa de Valores.

Vejo essa minha evolução como algo que foi desencadeada por minha participação na blogosfera, minhas leituras dos blogs de finanças e da Real, só tenho que agradecer à todos que de alguma forma fazem ou fizeram parte da blogosfera, seja da Real ou seja das Finanças.

Enfim amigos, fica registrado aqui praticamente a minha vida toda, espero que tenham gostado do relato das minhas aventuras resumida em parágrafos aqui na blogosfera.

Att Gerson Ravv










sábado, 7 de abril de 2018

Tecnologias disruptivas e exploração humana em seu grau mais predatório

A balela de que tecnologias disruptivas estão revolucionando o mundo do trabalho e as relações entre empresas e trabalhadores

Hoje assisti um vídeo no YouTube de um rapaz choramingando que o YouTube tinha alterado suas políticas novamente e ele agora está recebendo centavos por 6 anos de conteúdo que ele produziu e disponibilizou no YouTube...

Meus amigos! Não sejam ingênuos! Empresas de tecnologia que adotam tecnologias disruptivas querem apenas devorar trabalho humano de alta qualidade e otimizado e em troca dar apenas centavos.

Tenho um exemplo em minha família: meu primo largou tudo: emprego, faculdade e mulher pra ficar horas produzindo videozinhos no YouTube sonhando em viver disso...

O doido pegou anos de FGTS e economias dele e da esposa (por isso ela acabou largando ele), e passou a se dedicar a fazer reportagens chulés filmadas em seu canal do YouTube com uns 50 mil inscritos...

No começo ele ficou deslumbrado com ganhos de R$350,00 que vinha obtendo com as visualizações e os valores somente aumentavam conforme os inscritos subiam, mas conforme o tempo foi passando, ele percebeu como era uma tarefa inglória e pesada todo dia ter que ficar produzindo conteúdo que chamasse a atenção da massa louca por novidades e bizarrices e de tempo em tempo o You Tube mudava tudo e seus ganhos que eram na casa dos milhares caiu para a casa dos centavos..

Ele abre reclamações no YouTube e... ninguém está nem aê para ele!
O pobre coitado agora está afundado em dívidas com nosso amigo UBER...

Já pensou se eu fizesse o mesmo: largaria meu emprego, pegaria os valores dos aluguéis que recebo e me trancasse em casa para fazer videozinhos com a ideia maluca de viver somente disso e num belo dia, o dono da tecnologia que uso mudasse as regras e parasse de pagar? 


Geração tosca dos anos 2000 entendam isso de uma vez:

Grandes empresas de tecnologia que adotam tecnologias disruptivas somente querem devorar trabalho humano de alta qualidade e otimizado e dar em troca centavos para você, bobão iludido que pensa que por não ter vínculos empregatícios regulados por uma entidade oficial está desfrutando de uma liberdade sem limites! 

Apesar da "tecnologia disruptiva" os interesses de uma empresa sempre se resumem em ganhar dinheiro e se para isso for necessário precarizar sua vida e implantar políticas e práticas absurdas, com certeza ela vai fazer isso e não está nem aê para você. 

Se não há vínculo formal fiscalizado por algum órgão oficial, não há como se defender do apetite predatório da empresa e de suas políticas loucas.

Olha ai você produzindo riqueza em uma empresa que usa tecnologia disruptiva! Super legal ser livre de amarras burocráticas que fiscalizam as relações entre empresa e empregado!


Se uma empresa que te emprega no regime CLT decide que agora você vai trabalhar pelado e dar o rabo para o gestor todo dia e em troca reduzir seu salário mensal para alguns centavos e uma paçoca, você tem como se defender pois há entidades oficiais que regulam os vínculos entre patrão e empregador. 

Na maioria dos casos, vemos que as tecnologias disruptivas são usadas como migué para precarizar as relações entre produtores de riqueza e contratadores de produtores de riquezas. Simples assim. 

O mundo de antigamente e de hoje meus amigos, se resume em dois tipos de pessoas: os que podem contratar produtores de riqueza (trabalho) e os vendedores/produtores de trabalho (riqueza). 

O que me espanta é a ingenuidade dessa geração que nasceu entre 1998 e 2005 que  perderam o senso critico de analisar as situações e o mundo em que vivem e aceitam qualquer mentira que contam por ai. Por isso vemos gente virando noites em empresas sem receber horas extras mas que adoram trabalhar lá porque "tem liberdade" pois não tem vínculo empregatício com a empresa e lá pode jogar video game e usar bermuda com chinelão sem problemas...

E você? Também já pensou em largar seu emprego formal e ir viver como prestador de serviço livre que ganha milhões de reais por mês em uma empresa modernosa que usa alguma tecnologia disruptiva?

Att Gerson Ravv