A ilusão de que o passado era melhor que o presente - blockchainsupertrader.com by Gerson Ravv

Tudo sobre TI-trabalho-dinheiro-mercado de trabalho-sistema-operacionais-computação e muito mais!

Novidades:

Post Top Ad

16 de out. de 2020

A ilusão de que o passado era melhor que o presente

 Quem fala que naqueles tempos do passado, anos 60, 70 e 80 era mais tranquilo tá falando groselha: naquela  época, aqui na periferia de São Paulo, tinha dia que amanhecia um cadáver em cada esquina, e matavam de tudo, desde trabalhadores, ladrões, jovens, policiais, mendigos e até crianças, a bala e a faca comiam solta.

 E quando tinha temporada de tarados, era um terror. Fora que em cada casa, geralmente tinha um alcoólatra violento que tocava o terror na família. 

Teve também nos anos 70 e 80 uma verdadeira epidemia de garotas que tinham entre 12 e 15 anos engravidando . 



Só quem viveu fora de uma bolha nessa época sabe que vivemos dias terríveis de miséria extrema cultural e financeira, com selvageria e abusos.

 Muitos trabalhadores possuiam arma em casa, mas se reagissem baleando um ladrão, no outro dia tinham suas famílias fuziladas por vingança, vi vários casos assim. 

 Ainda temos que melhorar mas antes era bem pior. Att Gerson Ravv PS leiam meus livros.

11 comentários:

  1. Isso é verdade, Gerson. Romantizar o passado também é ilusão. É fato que muitas coisas pioraram de lá pra cá, mas também teve muita coisa que melhorou. Cada geração tem o seu desafio, a sua cruz. Cabe a cada um de nós sabermos carregar as nossas.

    ResponderExcluir
  2. Eu cresci na periferia de Salvador, onde hoje é um dos bairros mais violentos, com guerra de facções, paredões e tiroteio dia sim e dia também.

    De minha experiência era muito melhor quando era criança no final dos anos 80 e início dos anos 90. Eu tinha muitos amigos, andávamos o bairro todo. Tinha aquela rixa de ruas. Mas era de briga. Se vc morasse em determinada rua não passava em algumas que a galera juntava pra lhe bater.
    Eu namorei com uma menina no colégio por 2 anos e nunca fui na casa dela. A minha rua tinha rixa com a dela. Se eu fosse lá, apanharia.
    Não há como negar que havia muito mais pobreza. Nós éramos pobres mas meus pais trabalhavam. Mas muitos vizinhos nossos passavam dificuldade. E em alguns locais do bairro viviam pessoas miseráveis, locais onde havia invasam, construção de barracos.
    Esses locais eram violentos e a noite ninguém ia. Mas no geral a vida era tranquila. A violência era roubo de botijão de gás, roupas no varal, etc.

    Hoje dou graças a Deus de ter estudado e saído da periferia e por meus país terem conseguido sair tb.
    As periferias viraram verdadeiros infernos com as guerras de facções.
    Ainda tenho parentes e amigos que moram lá. É uma realidade brutal. Pelo menos de minha experiência eu acho que apesar de terem maior bem estar material, a vida nas periferias das cidades piorou muito com a insana guerra contra o tráfico de drogas.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Interessante, aqui no Sudeste, as periferias melhoraram muito nos últimos 30 anos. Claro que infelizmente, muita, mas muita gente morreu de forma violenta, lembro de ver duas gerações de jovens ser dizimadas por causa que se envolveram com criminalidade ou drogas. Quem não se envolveu e sobreviveu hoje está bem a pampa, aqui ruas inteiras ou quarteirões do bairro hoje são salões comerciais com muito movimento e segurança.

      Excluir
  3. Discordo parcialmente de você, Gerson.
    Você fala isso porque passou a infância na década de 80, que foi justamente quando a violência urbana começou a piorar.
    Até o final da década de 70 o crime organizado praticamente não existia no Brasil.
    Foi justamente nas cadeias que os presos políticos do regime militar passaram a entrar em contato com os criminosos comuns, e ensinaram táticas de guerrilha, assaltos a banco, roubos de carros-fortes, etc.
    Foi assim que surgiram as primeiras facções criminosas.
    A "Falange Vermelha", primeira grande organização criminosa do país surgiu dessa forma, nas cadeias do RJ nessa epoca: 1978/79.
    Essas informações você encontra nos relatórios do Núcleo de Estudos da Violência (NEV/USP), que podem ser acessados pela internet.

    Me lembro quando criança que ia pra escola sozinho, pegava ônibus, passava no meio das favelas, sem problema.
    Minha mãe pedia pra eu comprar pão e cigarros na padaria, que ficava uns 5 quarteirões de distância, sem problema. Isso pra uma criança de 7 anos era normal.
    Hoje seria impensável deixar uma criança dessa idade solta nas ruas.
    Tudo isso acontecia normalmente, no dia a dia até meados dos anos 70. Eu devo ser uns 7 ou 8 anos mais velho que você, Gerson, por isso sei do que estou falando.
    Na minha casa havia apenas uma cerca de madeira de 1 metro de altura que servia apenas pra impedir os cachorros de rua de entrar no jardim. As casas dos vizinhos também eram assim. Basta dar uma olhada nas fotos antigas. Hoje estas casas na periferia da zona sul de SP estão todas cheias de grades, portões de ferro, cercas de arame farpado, cameras, etc.
    Claro que antigamente haviam crimes pontuais, brigas de bar, facadas (meu tio morreu esfaqueado numa briga de bar no fim dos anos 60), mas toda essa violência generalizada, e crime organizado, só começou a se alastrar dos anos 80 em diante.
    De lá pra cá a segurança pública neste país só piorou.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. mto bom o comment.

      Excluir
    2. Depende muito da região e do bairro, minha mãe me contava sobre um tarado dos anos 70 famoso que passava vick vaporub no toba de suas vítimas e alcoólatras ultra violentos que espancavam a família e bandos de ladrões que eram tipo uma pré milícia nos bairros periféricos. Enfim, dos 70 aos fim dos 90 ocorreram várias faxinas de sangue em boa parte promovida pelo Estado, a criminalidade hoje é mais mafiosa e usam de precaução e inteligência.

      Excluir
  4. Vejo que estamos voltando ao passado com essas políticas desastrosas e esse governo Bolsonar horroroso, tenho medo q esse passado se torne o presente com essa política genocida de retorno ao passado, rearmar a população etc

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Infelizmente, o atual governo está fazendo igual os anteriores: gastando como se não houvesse amanhã, impressoras e gastos a todo vapor. Enquanto isso, a indústria e produção não saem do lugar, impostos aumentam e o consumo cai, inflação chegando aos poucos e nós pobres só sustentando um bando de vagabundos em Brasília.

      Excluir
  5. O problema é que hoje o pobre nao morre ,esse bolsa familia permiti muito favelado passar a infancia para depois de adulto morre ou matar alguem,maoria vira tudo que n presta ,o certo seria liberar laquedura e vasectomia,hoje o filho do pobre pe criado pelo estado.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Cara, a natalidade despencou nas últimas duas décadas, aqui no bairro vc não vê mais criança ou adolescente. Só tem velho aqui. Nunca o povo pobre esteve tão bem informado sobre natalidade e se esforçando e estudando mais, o problema é que hoje os pobres mesmo se esforçando, mesmo estudando mais que as gerações passadas, ralando e empreendendo, no máximo só conseguem a subsistência e olhe lá, enquanto a indústria não voltar a ser forte para gerar emprego de verdade e consumo, vamos continuar nesse economia precária do vendendo de água no farol, bolo de pote e entregador de ifood.

      Excluir
  6. corey foi embora de vez, esse e o viver de renda estão sendo os únicos 2 blogs q acompanho.

    ResponderExcluir

Obrigado por ler o blog! Obrigado por comentar! Show! Compre um dos meus ebooks na Amazon: "Merda Total!" e "Livro Supremo do Analista de Suporte". Att Gerson Ravv

Post Top Ad

Your Ad Spot