Nova série de posts curtos para pensar junto comigo amigos!


Desvalorização do seu, do nosso trabalho: Para Pensar #1 

Meus pais estudaram só até a quarta série e eram apenas apêndices orgânicos de máquinas gigantescas que produziam outras máquinas e diversas mercadorias.

Apesar disso, de não serem mão de obra especializada e intelectual, possuiam direitos básicos garantidos e recebiam todas suas horas extras em DINHEIRO VIVO.



Já no meu caso, agora no século XXI, gastei e ainda gasto, uma pequena fortuna com estudos, cursos e especializações e também, como meus pais, sou apenas um apêndice orgânico de pequenas máquinas (notebooks, computadores e smartphones), que alimentam sistemas de gigantes de processamento, ordenação e manipulação de dados e informações.

Faço alterações no mundo físico e virtual, façõ em uma hora o que meus pais levariam uma semana para fazer, mas mesmo assim ganho pouco em relação ao meu volume de atividades e trabalho.


Todo trabalho das horas extras que faço não são pagos em dinheiro e às vezes, nem em banco de horas.

Meus pais com o dinheiro de horas extras conseguiram comprar casa, carro, terreno, cuidar da família, enfim, conseguiram o básico.

Eu só consegui o basico agora aos 42 anos e com muito, mas muito esforço mesmo! Foi uma batalha terrível, nem sei como consegui o pouco que tenho hoje sem ter morrido ou caído em depressão profunda.

Já empreendi também e mesmo me vendo como "patrão de mim mesmo", digo que não foi nada fácil, muito pelo contrário: me vi trabalhando 10 vezes mais e mesmo assim, com garra, pensamento positivo e persistência, não via meus projetos vingando, mesmo com planejamento parece que nesse país amaldiçoado somente quem trapaceia e engana os outros merece a vitória. 

Eu fico pensando: como as novas gerações vão conseguir adquirir um padrão de vida melhor do que o de seus pais hoje em dia? Será que o banco, a supermercado, a farmácia, a imobiliaria, vão aceitar trocar carros, mercadorias, terrenos e casas por "banco de horas"?

Att Gerson Ravv