Sou usuário de distros Linux desde a época do Kurumin (2008), quando aposentei um PC meu que rodava Windows 95 e montei outro que rodava Windows Vista.

Por causa das telas de morte e travamentos constantes do Windows Vista que acabei conhecendo o Kurumin numa Lan House e depois não parei mais de testar e usar distros Linux-GNU.

Testei o Ubuntu Lucid Lynx em 2010 pois antes usava mais o Kurumin e o Fedora. 

Em 2010 o Ubuntu rodava lindo em PCs com arquiteturas de 32 bits e era lindo de ver a tela de boot ultra-rápida subindo o SO!

Como era bom ver essa cor na tela abrindo após o boot subir o sistema! Para quem sofria com Windows Vista essa tela causava orgasmos neurais.  


Softwares legais e rápidos de instalar e configurar sem bugs ou fechamentos de programas cabulosos, tudo muito lindo e maravilhoso para um ex-usuário de Windows.

Repositórios completos e vários espelhos em diversos países para escolher como sendo o principal mirror para updates.

Quando uma nova versão da distro era lançada em seis meses, bastava jogar o backup dos arquivos em alguma partição criada para isso e atualizar a distro totalmente sem stress e perda de tempo. 

Linda demais  a clássica tela do Ubuntu naquela cor roxa-avermelhada brilhante. 

E tudo isso numa ISO bem pequena que se não me engano não passava de 800 MB ou 1 GB.   

A lua de mel com o Ubuntu foi indo bem até a distro Precise Pangolin em 2012 quando começaram os bugs cabulosos e desastrosos da distro, os updates ocorriam à cada 6 meses e sempre cheios de bugs...

Sei lá, depois de 2012 parece que a Canonical (empresas que desenvolve e lança o Ubuntu) começou a ficar relaxada lançando as distros todas cagadas dando impressão de que tudo era feito nas coxas e então a comunidade de desenvolvedores amantes do Ubuntu suavam em busca de correções e melhorias nos bugs terríveis que ocorriam...

O fim do meu casamento com o Ubuntu acabou com a distro Quantal Quetzal:  deu um bug tão sinistro, tão cara do Windows que lembro que quase perdi a introdução do meu TCC de criptografia de Ciência da Computação.


A interface gráfica não queria subir, dava erros de boot loucos, e problemas para reconhecer placas de áudio e até placas da Nvidia. Isso me estressava demais. 

Depois experimentei o DEBIAN e não gostei, depois usei o SLACKWARE mais só uso como recreação quando não tenho mais nada para fazer e é legal ficar treinando configuração na unha de um simples roteador ou DVD...

A distro Back Track comecei a usar quando fiz um treinamento de Pen-Test numa empresa de host e hoje uso em casa o Kali Linux num notebook para testar a segurança das redes wifi dos vizinhos e da minha própria rede... 

A distro Kali Linux  substituiu o Back Track.

Por fim, conhecei e testei o Linux Mint 11 e uso essa distro desde então como minha distro oficial desktop. 

O Linux Mint apesar de ser baseado no Ubuntu ( a versão que eu uso é mas há versões baseadas no Debian) não apresenta os mesmos bugs grotescos do Ubuntu.



Semana passada tentei utilizar o Ubuntu 16.04 no meu PC de 64 bits Dell com 8 GB ram e de cara o negócio já deu pau na interface gráfica não querendo abrir e novamente dando pau para reconhecer as placas de vídeo e de áudio, troquei as placas e deu no mesmo. A impressora imprimia depois de 15 minutos que eu dava a ordem para impressão... Lixo total!

Desinstalei mais uma vez decepcionado e instalei o Mint 18 64 bits...

O pc está rodando liso e potente como uma Ferrari novinha.  

Se a Canonical continuar nesse ritmo daqui a pouco teremos o COXUNTU a distro feita nas Coxas. 

Para quem almeja bons postos de trabalho em TI é muito importante além de saber inglês, saber também usar as distros do pinguim Linux-GNU. Seu curriculum vai ganhar pontos extras quando for procurar emprego nas empresas de TI. Aprendam tanto usar as distros desktops quanto as de servidores.   

Att Gerson Rav