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domingo, 8 de maio de 2016

Sentido saudades da minha mãe no dia das mães

Refletindo no dias das mães sobre os impactos que a morte de minha mãe causaram na minha vida

Quando somos jovens (entre 15 e 25 anos), por mais baixo nível que seja nossa pobre vida, nos sentimos cheios de poder, idéias, acreditamos que podemos tudo o que quisermos, cheios de testosterona no pico da virilidade esquecemos que tudo nessa vida passa e que teremos mais perdas que ganhos: nossas mães e pais morrem, cabelos caem, responsabilidades caem em nossas costas como bigornas de desenhos animados, o vigor sexual diminui, as porradas da vida levam embora nossa energia e confiança no futuro e com essa poluição e stress modernos um câncer sempre está à espreita...

Dias das mães sem minha mãe. É triste.


Eu era muito apegado com minha mãe, ela todo dia vinha almoçar comigo em casa, ela saia correndo da fábrica e com muito carinho e atenção ao mesmo tempo em que almoçava ela analisava meus cadernos da escola e conversava comigo e minha irmã.

Era uma mulher inteligente no quesito de saber ler o mundo ao redor e as buscar sua metas (ela e e meu pai priorizaram a compra de nossa casa e por isso fizeram muitos sacrifícios), mas apesar disso, tinha enraizada na alma o COMPLEXO DE PAU MANDADO que todo empregado tem.

Apesar das dificuldades financeiras todo mês ela fazia um esforço e me comprava um LIVRO, geralmente sobre ciência, biologia e línguas. Tenho muitos deles até hoje.

Na fábrica em que ela trampava os donos ainda tinham o costume de se relacionar diretamente com a peãozada e quando o patrão dela resolvia limpar seus escritórios ela trazia para mim uma caixa cheia de livros, revistas e jornais sobre indústria, negócios, finanças, economia e diversos outros assuntos que donos de empresas costumam ler para se informar. Eu adorava e lia tudo.

Nunca apanhei de meus pais, apesar de ter dado muito trabalho para eles em alguns aspectos.

Minha mãe era uma verdadeira amiga e confidente minha (meu pai nunca estava em casa e só vivia em viajem ou trabalhando), foi a única mulher em que pude confiar e fazer amizade de verdade (nem minha irmãzinha era de confiança para ser amiga!kkk!).

Apesar da boa relação com minha mãe, tenho que dizer: ela era muito, mas muito mesmo CONTROLADORA e isso era horrível.




Uma  coisa que eu detestava era quando ela tomava partido e decisões pro mim! Quando estava me graduando em Letras, eu chegava em casa e ela dizia que tinha dado meu nome para ser voluntário na associação de bairro como professor de gramática e  que também já tinha combinado com a vizinha da frente de que eu daria aulas particulares de reforço GRATUITAS para seus filhos retardados e maconheiros! Eu ficava louco com isso!

E quando eu discordava disso era um terror: ela esbravejava e dizia que eu não gostava de ajudar os outros, que era por isso que eu era um fracasso, que na vida o dinheiro não é nada, enfim, cada vez que isso ocorria era péssimo para mim. Me sentia mal mas nunca aceitei TRABALHAR PARA NÃO GANHAR DINHEIRO. 

E quando ela tentava arrumar namoros e casamentos "arranjados" pra mim? Meu! Hoje eu acho hilário, mas na época eu ficava LOUCO DE RAIVA! Era cada FUBANGA que ela empurrava pra cima de mim que eu ficava besta de ver! Forçava encontros e passeios com garotas que não valiam um caroço de feijão defecado! Garotas essas que eram filhas de suas colegas de fábrica, essas garotas eram todas  desbocadas, feias, mal educadas, semi-analfabetas e acredito que cheias de HPV e verrugas nas virilhas. Nojo... eram meninas que já tomavam anticoncepcional desde os 12 anos de idade! DOZE ANOS DE IDADE!



Eu sabia de algumas que já tinham o útero cauterizado e INFÉRTIL aos 17 anos por causa de doenças venéreas como HPV e outras. Minha mãe nessa parte era muito ingênua mesmo.

Outra coisa que me chateava muito, era a falta de incentivo da minha mãe para com meus projetos e sonhos de empreender, para ela tudo daria em fracasso, para ela o ideal era trabalhar como empregado num lugar chato, ganhando migalhas até morrer. 

Como nossa casa está num ponto quente, milhares de pessoas batiam palma em casa querendo alugar a garagem (que nunca teve carro dentro) ou metade do terreno para abrir um negócio e minha mãe sempre dizia: "de jeito nenhum! Isso só acaba em fracasso! E esses inquilinos nunca pagam direito!", hoje vejo o quanto ela estava errada: aluguei a minha casa que foi construída na metade do terreno e esse cara me paga religiosamente e ontem, já consegui mais um inquilino que vai alugar a garagem para abrir um negócio.

Apesar de tudo, aprendi muito com minha mãe. A morte dela foi um processo lento e doloroso para ela e para nós. Desde muito cedo sempre me interessei por filosofias orientais como budismo, tantrismo e idéias indianas sobre o ciclo da vida e da morte (não, não gosto do espiritismo chulé franco-brasileiro, aliás, DETESTO); frequentei alguns templos budistas e indianos e até morei em uma comunidade religiosa com ensinamentos hindus e tântricos (em outra postagem vou contar isso!) e por conta de tudo o que aprendi com essas filosofias e doutrinas, a morte de minha mãe doeu menos.

Quando da morte da minha mãe fiquei duplamente aliviado: primeiro que eu não suportava mais ver minha mãe naquele estado doloroso, definhando o corpo mas a mente alí, resistindo e sofrendo sem que a gente pudesse fazer nada e segundo que finalmente eu poderia ser quem eu realmente era e tentar controlar minha vida do meu jeito. 

Nem a morfina mais PURA do mundo combate as dores dessa doença escrota. Somente o ópio ou heroína PUROS conseguem aliviar o doente da agonia final, mas como sempre acontece, o governo criminaliza a substância e  proíbe as pessoas de utilizar algo que seria benéfico para elas.

Hoje no dia das mães, me sinto agradecido ao acaso ou ao Universo por ter tido a experiência de ter sido filho de minha mãe nessa vida, mas hoje sei que em qualquer corpo em que eu estiver, serei amparado e nutrido por mãos maternais e protetoras. Espero que ela tenha conseguido um bom nascimento e siga em frente. 

Att Gerson Rav

         
          



         

  





  

  


5 comentários:

  1. Meus sentimentos pela sua mãe nobre confrade!

    Essas grandes mulheres sempre nos ensinam e nos cobram muito. Como toda boa mãe!

    Um abraço!

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    1. Obrigado Mestre! Feliz dia das mães para você e sucesso aê!

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  2. Chega ser engraçado como nossas mães tentam nos tornar homens, mas das formas erradas.

    Pelo menos a minha já identifica quando é piranha (até hoje foram todas)

    O resto os únicos incentivos que a minha dá é só para me manter escravo dela assim como o coitado do meu pai é.

    Abraços!!

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    1. Kkkkk! Verdade cara! Minha mãe pensava que só pelo fato daquelas fubangas falarem que iam nas igrejas da vida elas eram santas: e na verdade eram todas prostiranhas desde cedo que faziam coisas de dar nojo em muita GP profissional por aê mas sabiam dissimular na frente dos mais velhos, mas a gente sabia das peripécias anais e vaginais dessas "santinhas" pelo bairro. kkkkk!

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  3. É cara, uma vez reclamei do meu pai e ele disse "um dia tu vai sentir falta de mim". Vale o mesmo pra minha mãe. A gente cresce e percebe que apesar de todas as ideias que hoje parecem insanas os pais se ferravam muito mais que a gente se ferra hoje e ainda conseguiam pelo menos disfarçar um pouco...

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Comentários liberados, porém, se exagerar e postar discursos de ódio, preconceitos e spam vai levar bam! Att Gerson Ravv

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