COMPLEXO DE PAU MANDADO - COMO FUI DESMOTIVADO E CUCKOLDIZADO POR MINHA FAMÍLIA - blockchainsupertrader.com by Gerson Ravv

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terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

COMPLEXO DE PAU MANDADO - COMO FUI DESMOTIVADO E CUCKOLDIZADO POR MINHA FAMÍLIA

Olá amigos do blog! Como estou com dois dias de folga vou postar mais um texto antes do fechamento do dia 10/02/16. 

Falarei hoje como as pessoas que me cercavam quase  mataram a veia empreendedora que eu tinha desde criança. 

Será um post SÉRIO, sem imagens ou figurinhas divertidas. Talvez depois eu coloque alguma publicidade. É um post sério pois nele relato momentos críticos e dolorosos da minha vida.   

Como já disse em post anterior, sou filho de dois operários de fábricas. Cresci vendo meus pais dormindo tarde, acordando cedo, passando o dia inteiro nas fábricas e contando moedas para conseguir sobreviver com seus salários.

SOMENTE O BUSINESS É GREEN, TODA TEORIA É CINZA.  crédito da imagem: https://www.youtube.com/watch?v=oAfRzWAUxH4


Desde a primeira série eu gostava de fazer bonequinhos de durepóx ou de massa de vidraceiro, pintava com guache ou tinta acrílica e tentava vender na hora do recreio ou na calçada em frente de casa; a primeira venda que fiz ainda me lembro: foi um bonequinho que vendi por 50 centavos de cruzeiros novos e fiquei radiante! Mas o tempo passou e eu não queria mais vender bonequinhos toscos pois já estava com 12 anos e queria mais dinheiro mas não teria coragem de virar flanelinha na feira da rua como os outros moleques do bairro.
   

Eu tinha um vizinho chamado Titio Alemão, e esse vizinho tinha uma mecânica (bem precária e pobre) na garagem de seu barraco. Sempre que eu tinha oportunidade gostava de ir lá com outros moleques do bairro para ver as mágicas que ele fazia com motores, parafusos e graxa (ele era considerado o melhor mecânico do bairro que resolvia qualquer problema);  como ele tinha tempo de sobra, Titio Alemão sempre nos dava "palestras"sobre sua visão sobre a vida, trabalho e dinheiro.

Quando eu tinha uns 12 anos me ofereci para ser empregado na mecânica de Alemão e as palavras que ele me falou ficaram gravadas na minha mente e até hoje me lembro desse dia: "Tetinha! Ficou louco? Não foi você que vive dizendo que quer ficar rico? Não é você que quando era mais criança fazia bonequinhos de durepox e vendia na calçada da sua casa? Então, você NUNCA VAI FICAR RICO trabalhando PARA OS OUTROS! Ainda mais pra mim que sou um tremendo FDP e vou te explorar até os ossos."

Fiquei dias com essa frase girando como um catavento na minha mente.

Eu precisava ter uma idéia, algum produto para vender e ganhar mais do que centavos. Lembrei que minha mãe fazia salgados nos fins de semana para a pobraiada que ia tomar café em casa de tarde e todos elogiavam e davam idéia para ela vender e ela sempre dizia: "Nunca! Não estou passando fome!".

Depois  eu pedi para ela fazer algumas coxinhas e quibes para eu vender na calçada ou de porta em porta e eu pagaria pra ela depois e ouvi: "De jeito nenhum! Jamais vou deixar você ser palhaço dos outros saindo por aí vendendo comida! Não estamos passando fome! Que idéia maluca Tetinha!". Fiquei hiper-frustrado! Vejam vocês a mentalidade de pobre: nunca pensam em ACUMULAR RIQUEZA, nunca pensam em ganhar dinheiro de outra forma que não seja como EMPREGADO PAU MANDADO DOS OUTROS.

Como recebi uma resposta negativa da minha mãe, fui procurar ajuda com meu pai: fiz a oferta para ele me comprar alguns chaveiros e relógios que meus vizinhos japoneses traziam do Paraguay (aqueles do post http://gordotetinha.blogspot.com.br/2016/01/windows-ou-linux-qual-o-melhor-sistema.html  e mais uma vez tive de ouvir: "Seu maluco! Não quero que você seja um MARRETEIRO de merda vendendo porcaria na rua! Imagina a vergonha que seria pra gente! Essa é boa! agora tô criando filho pra ser malandro que vende muamba!". 

Fiquei louco da vida com meus pais... Tive vontade de sumir, de morrer, sei lá! Um belo dia estava no sofá (eu não tinha quarto e dormia no sofá) e olhei para minha pequena estante feita de caixotes de feira onde eu guardava minhas revistinhas e gibis acumulados ao longo dos anos e tive uma idéia: já que meus pais não queriam me dar dinheiro ou produtos para vender, então, iria vender minhas revistas e gibis para conseguir o dinheiro inicial para tentar outra coisa mais pra fente!

Hoje eu até entendo esse trauma e tabú que meus pais tinham com empreendimento ou autonomia: minha mãe, filha de ciganos cresceu vendo os pais na instabilidade financeira; não eram desses ciganos Calon que vemos nas ruas mendigando, mas eram ciganos mais evoluídos que trabalhavam mais com música e metalurgia tanto que minha mãe fez questão de que eu aprendesse e tivesse um violino e me ensinou à fazer lamparinas de latão; meu pai, viu o pai dele que negociava erva-mate e era filho de sírios morrer numa briga violenta de rua após discutir com um cliente mal pagador que deu calote em vários quilos de chá.    

Hesitei por uns dias meu plano de sair escondido dos meus pais e vender minhas revistas e gibis com a ajuda da uma amiguinha pois minha irmã frescurenta tinha a mesma mentalidade dos meus pais e morria de vergonha de vender alguma coisa na rua. 


Na época nossa rua era rua de feira todos os domingos e então, num belo domingo de Sol, eu e uma amiguinha de bairro, fomos para o fim da feira e discretamente tomamos um lugarzinho e montamos nossa barraquinha que era apenas dois caixotes cuidadosamente cobertos com uma toalha de crochê (da minha mãe) com as revistas e gibis em cima com os preços. Lembro que o fiscal da feira riu e falou: "Ah Tetinha! Vou deixar vocês quietos porque a mesinha está bonita e vocês não estão fazendo nada de errado ou tomando o lugar dos outros. Boa sorte!"


Foi o dia mais legal da minha infância: vendemos alguns gibis, lembro que vendi um número do Níquel Náusea e quase chorei pois gostava muito dele mas o dinheiro era mais importante no momento!

Somente depois de adulto, trabalhando com TI é que consegui comprar outro exemplar da minha revista preferida. Quase chorei quando recebi em casa! Obs: não era esse o número, era outro que não achei.  Esse aí do link é uma coletânea das tiras. 

Mas a alegria durou pouco: algum vizinho xarope foi correndo dizer para meus pais que estávamos na feira vendendo revistas e lá se foram meus planos de "ficar rico"...

Minha mãe ficou nervosa me xingando de "Ordinário!" e puxou a toalha dela com tudo derrubando minhas revistas, meu pai me chamou de marreteiro, minha amiguinha saiu correndo assustada e fui motivo de piada para os moleques flanelinhas do bairro que ficaram rindo vendo eu catando os gibis e revistas no chão enquanto  meus pais brigavam e sem graça ficavam explicando para as pessoas que passavam e olhavam que não precisavam daquilo, que não passávamos fome, que eu matava eles de vergonha e outras formas SÁDICAS DE CUCKOLDIZAR uma criança que SOMENTE PAIS DE POBRETÕES sabem fazer.

Até hoje não entendo essa mania escrota de famílias POBRES de esculachar, humilhar, rebaixar, DINAMITAR a auto-estima, CUCKOLDIZAR ao nível HARD seus pobres filhos.

Penso que parte do fracasso persistente na vida de pessoas pobre se deve à essa mania escrota dos pais em humilhar seus filhos. Acho que deve ser um reflexo da hierarquia dos ambientes de trabalho: os pais são pau-mandados e humilhados no TRAMPO e quando chegam em CASA: descontam toda a frustração e impotência nos FILHOS. 

Só sei que depois disso passei anos me sentindo um lixo e por conta disso, segui o caminho normal que um pobretão segue: trabalhar como empregado me sujeitando à condições horríveis e remunerações lixo.

Mas hoje, estou virando essa estória: vejo meu micro-negócio crescendo à cada semana, a cada real que ganho fico feliz e agora, estou sonhando e planejando MAXIMIZAR e operar com somas cada vez maiores de investimentos para ter lucros cada vez maiores.

Em breve vou abandonar meu trampo pois a área de TI, ou melhor, ser empregado na área de TI pra mim já deu! Quando estou na empresa e vejo caras de 40 e poucos anos baixando a cabeça para gestores moleques fico louco da vida e penso: não! Não quero esse futuro pra mim! Nem pensar! Nem que eu morra tentando mas eu vou conseguir viver como autônomo.


Por enquanto estou no trampo ainda pois tenho que ajustar e matar algumas pendências que quase me arruinaram do tempo em que era casado ainda, mas graças à minha vontade estou superando. 

O topo da montanha é longe, mas estou subindo, devagar mas estou subindo, pode ser que eu caia, pode ser que eu nunca alcance o topo, porém, poderei morrer em paz durante a queda pensando: pelo menos tentei e não passei a vida rastejando no chão como um verme que come as migalhas misturadas com poeira.

Vou pedir demissão sem dó e não estou nem aê para o FGTS pois tenho planos para ganhar muito mais que essa esmola que na verdade foi roubada do meu próprio bolso.

Vou postar mais a evolução do negócio e os ganhos. Aguardem.

Att Gerson Rav              

                      

14 comentários:

  1. Acabei de melhorar o texto que postei sem querer antes da revisão (todo minuto alguém toca a campainha me chamando para comprar um sorvete ou geladinho de vodka). Espero que o calor continue por mais alguns meses!

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  2. Putz, você era casado? Que barra!

    Sobre a família humilhar, é foda mesmo! Minha mãe, sempre fazia isso comigo na rua, sempre querendo berrar, falar palavrões(assim pagavam de "machonas" e ela já era divorciada, então tentava passar a ideia de ser forte), me bater na rua de forma avassaladora, me humilhar na frente dos coleguinhas, tudo para passar a ideia de ser a mandona.

    Torço por você, realmente estou acompanhando seu blog e to curtindo. Tenho pouco tempo pra ler e estudar, mas nada me impede de dar uma lidinha nos blog alheio.

    Força cara e boa sorte!

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    1. É horrível ser humilhado por aqueles que deviam zelar e garantir boas condições de vida e futuro! Valeu Pobretinha!

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  3. É amigo, depois quando você faz 18, querem te expulsar de casa dizendo que você já é homem, mas esquecem de que para poder trabalhar ainda tem que receber a reservista.

    Quando consegue o primeiro emprego a muito custo, não chega a um salário mínimo.

    Fez o Enem, tomou bucha, pois sua educação foi toda em uma escola pública lixosa.

    Com a miséria que você começou a ganhar agora se vê obrigado a pagar um curso para aprender o que não foi dado em 11 anos de ensino, tudo para tentar ser alguém na vida.

    Seus pais vivem te pressionando para pagar as contas, que não arranjou namorada, que do jeito que está nunca vai ser alguém na vida.
    Mas eles fazem questão de esquecer que a situação que você se encontra hoje é grande parte causada por eles.

    No trabalho, você conhece o "amor" se apaixona por uma coleguinha, mesmo ela sendo 1 milhão de vezes mais experiente que você, finalmente você tem uma namorada.

    Você mostra as fotos para os pais a fim de demostrar a nova conquista com muita luta.

    Eles olham com ar de reprovação, dizem que ela não é pra você, que é uma piranha vagabunda, falam várias verdades na sua cara, usando argumentos construídos em cima do que você contou a eles, mas você não dá ouvido, pois todos os seus colegas do trabalho acham seu relacionamento legal e ela te corresponde psicologicamente do jeito que você sempre viu na TV e nos livros infantis.

    Aos poucos ela vai se tornando outra pessoa, ela termina com você, sua única vontade agora é esquecer seu semblante, fica doente e nem come direito e logo engata em outro relacionamento.

    Já se achando experiente está confiante e acha que é a pessoa que comanda a relação.

    Enem chegando, tensão aumentando. Você acorda com os mnemônicos matemáticos e dorme com os de física. Nunca tinha estudado tanto em tão pouco tempo.

    1º dia da prova, mal se passam 2 horas você só está pensando em chegar em casa e dormir. Não aguenta mais ver tantas letras, tanta injustiça social. Aquele assunto do momento que tanto se aprofundou nem sendo citado, mas só vê as notícias do buzzfeed sendo citadas. Catraca Livre, que a modernização do ambiente de trabalho está causando a fome e desemprego.
    Não aguenta mais ter que ficar marcando bolinha, já está entrando em desespero, já foi no banheiro 3 vezes e ainda não conseguiu pensar em como começar aquela maldita redação.

    O fiscal de prova diz que só tem mais Meia hora de prova. Te bate o desespero, você faz a redação de qualquer jeito e entrega.

    Chega a casa, deita na cama sem ao menos tomar banho, de bruços começam a sair lágrimas de seus olhos, pois você sabe que tudo aquilo que estudou não valeu de nada para a prova.

    Começa a pensar em todos os erros que cometeu durante a infância, humilhações sofridas, falta de carinho e reconhecimento. Coloca o travesseiro em cima da cabeça e dorme em toda sua insignificância.

    Acorda mais tarde com o barulho de mosquitos te perturbando, ensopado de suor, pois seus parentes inúteis te viram dormindo, mas nem se prontificaram em ligar o ventilador para diminuir o seu sofrimento.

    Vê que é tarde e lembra-se que amanhã tem mais um dia de tortura. Toma um banho faz um lanche, lê algum material e volta a dormir.

    2º dia da prova - Acorda o dia com caganeira (provavelmente por conta do nervosismo), torce para que passe logo.

    Vai aos pais, pede dinheiro para a passagem e o lanche, pois seu vale transporte já acabou e o que tinha de grana, gastou com a namorada. Com muito contragosto eles só te dão uns trocados para a passagem e você ainda tem que inteirar a volta.

    Chegando lá, tenta manter a mente alerta (não tinha conseguido dormir direito a noite anterior), conta as moedas que estão sobrando no bolso e compra um fofura, come na rua mesmo debaixo do sol quente, pois os portões ainda estão fechados.

    Doido para lavar as mãos e o rosto, você tenta entrar com a manada assim que abre os portões. Entra no banheiro e não acredita no que vê.

    Como o banheiro de uma universidade pode ser tratado dessa maneira?

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  4. Então pensa: Tomara que só nessa universidade seja assim e a que vou passar vai ser a melhor!

    Lava as mãos e vai para a sala.

    Começam as provas, você acha moleza, todo aquele tempo decorando aquelas musiquinhas, todos os cálculos que você faz bate com as respostas, é incrível como você está achando aquilo fácil.

    Quando em menos de uma hora de começo de prova, sua barriga começa a dar pontadas. Você começa a se desesperar, mas sente que ainda dá para segurar, só de pensar em usar o banheiro naquele estado, já te arrepiava a espinha. O último concorrente que saiu para o banheiro está demorando. Você já se prepara para a sua volta.

    Mal ele entra e você se levanta todo torto, te passam o detector de metais e vai o mais rápido possível para o banheiro. Chega ao mictório esperando que seja só urina. Descarrega a bexiga e consegue um pequeno alivio.

    Volta para a sala e decide terminar a prova o mais rápido possível. As respostas estavam batendo, então nem dá uma conferida, já vai marcando no cartão resposta, pois quer está em casa quando a barriga der outro aviso.

    Com apena 2 horas e meia você termina e entrega.

    No ônibus os avisos recomeçam, dessa vem muito mais intensos, suando frio você reza para chegar logo, mas o ônibus que pegou o motorista faz questão de demorar nos sinais e pontos.
    Você reza a todos os santos para que chegue logo em casa e não acredita que além do motorista ser lento, você pegou ainda o da linha que mais dá volta.

    É de tarde, está fresco, mas seu rosto é tomado pelo suor. Você treme mais que uma britadeira, chega ao seu ponto.
    Desce no ônibus como o flash, mas anda igual ao cadeirudo.
    Chegando a casa você chega a seu trono para enfim ter o tão esperado alívio. Só saem gases.

    Após várias brigas iniciadas por sua namorada, ela te pede um tempo. Você dá esse tempo a ela. Várias de suas amigas te dão mole, mas você não cai em tentação, pois é fiel. Idas e vindas, você vai levando o relacionamento, cada vez pior.

    Passa o ano novo, vêm os gabaritos e notas do Enem.

    Afoito você vai correndo para ver suas notas. Decepciona-se com a mesma, mas mesmo assim se cadastra no SISU na esperança que a nota dos outros também tenha sido baixa para conseguir uma bolsa de um curso tradicional.
    Lá percebe que sua nota só daria para fazer as matérias de licenciatura, como biologia, matemática, letras ou música.

    Mesmo com pouco conhecimento você já sabe que os profissionais dessas áreas não ganham bem e que é apenas para dar aula.

    Você se imagina como um professor na favela, sendo humilhado por um filho de traficante e tendo que ficar calado para não morrer.

    Desesperado, liga no jornal e vê as profissões que estão bombando no momento. Como sempre área de TI (nessa nem você acredita mais, pois tem um cursinho de informática e o máximo que pintou foi formatação de PC por R$20,00), engenharias (você fica triste, pois era uma das áreas que queria), Administração, contabilidade e direito.

    Uma luz acende acima de sua cabeça. Pensa em fazer um dos cursos da tríade tradicional.
    Procura as universidades que poderia pagar com a miséria que ganha como operador de loja acha uma perto de casa e se inscreve.

    Um dos motivos que sua namorada vive fazendo inferno é que ela desconfia que ganha mais do que você, com essa faculdade você pensa que sua vida estará feita.

    No curso, apesar de não parecer American pie, sempre tem atrevidas que te dão mole, mas você não trai sua namorada, pois é fiel. Sua namorada entra em uma também, em curso diferente e universidade também diferente. Em fotos de redes sociais você desconfia de certos colegas de faculdade dela, mas você não fala nada, pois a sua palavra é a que vale.

    Você já está um tempo na faculdade e não aparece um emprego que presta. Resolve entrar em um estágio pagando menos, mas com “menos humilhações”. Você não consegue mais bancar as saídas com a namorada e termina com ela. Não aceita que mal ela terminou contigo em menos de uma semana já apareceu com o status de namorando outro.

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  5. O tempo de seu estágio acaba você não é promovido, não consegue algo melhor. Volta para algo pagando salário mínimo.
    Termina sua faculdade com dificuldade, parcela uma formatura, pois todos seus colegas estão fazendo o mesmo e são as únicas pessoas que te restaram como amigos depois que sua namorada o queimou com todos que se consideravam tal.

    Recebe o canudo. Tenta trainees de todas as empresas que abriram seleção, nada de passar, pois só contratam indicados ou alienígenas com intercâmbio e segunda língua fluente. Você é tão significante que só te mandam um e-mail dizendo que não foi selecionado no ano seguinte, após uma nova inscrição.

    Atualmente continua na casa dos pais, agora desempregado, pois a crise pegou a sua empresa e você foi o primeiro a rodar.

    Está com um canudo na mão que não serve de nada. Sem dinheiro, sem dignidade, na bagagem apenas a humilhação de ser corno e capacho dos pais tão fracassados quanto.


    Bem essa é a vida de um beta.

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    1. Cara!PS! Você resumiu nesses três comentários parte da minha vida: pressão aos 18 anos, primeira namoradinha safada e corneadora e primeiro estágio não efetivado! PQP! Agora percebo que a trajetória de vida de quem nasceu pobre é muito parecida, só variando alguns aspectos. Eu até consegui no passado entrar em duas empresas TOPS da área de TI mas te digo: é mesma merda, a única diferença está na remuneração que é um pouco maior e nos benefícios, mas a cuckoldização é a mesma ou até pior, o sentimento de ser um merda diante dos estrelinhas-douradas-pica-das-galáxia-manda-chuva-sabe-tudo é até pior do que numa empresa obscura e pequena. Assim que der vou pedir demissão, não aguento mais.

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    2. Resumiu minha vida toda praticamente.
      A diferença é que consegui uma bolsa de uniesquina pelo PROUNI (ENEM) mas é evidente que você sempre fica pra trás.

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  6. Fala, Gerson, tudo bom?

    Cara, nem me fale, eu sou sabotado pela minha família 24 horas. Desde coisas como xingamentos e palavras que deixam minha auto estima lá embaixo até com coisas cotidianas e tudo mais.
    Sobre isso que seus país falavam com isso "não está passando fome" é coisa de pobres soberbos. Pobres que são diferenciados dos outros "tem família complexa, não são pais solteiros, tem trabalho", tendem a ser mais complexados com certas coisas e se acham diferentes dos outros pobres, vai entender.
    Sobre te sabotarem de empreender, isso é coisa de acomodados. Engraçado é que pobre tendo um teto pra morar e um prato de arroz e feijão na mesa está tudo certo, e é claro, colocar outro fodido no mundo para ser escravo de playboys, assim, perpetuando o ciclo do fracasso.

    Abraço.

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    1. Dói man, dó muito ser humilhado e tirado de merda pelos próprios pais e parentes. Minha mãe era uma versão branca da Roxele do seriado Todo mundo odeia o Cris e praticamente também destruiu a iniciativa do meu pai em ser autônomo: ele queria muito trabalhar com frete mas ela quase matou ele quando ele apareceu em casa com um pequeno caminhão e teve de devolver. Foi cruél. mas vamos em frente e vamos tentar mudar esse jogo! Sucesso VSS!

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    2. "Minha mãe era uma versão branca da Roxele do seriado Todo mundo odeia o Cris..."

      kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

      " Engraçado é que pobre tendo um teto pra morar e um prato de arroz e feijão na mesa está tudo certo, e é claro, colocar outro fodido no mundo para ser escravo de playboys, assim, perpetuando o ciclo do fracasso."

      O mais sinistro disso, é que sempre, sempre, o extremo sensorial impera. Lembro de um manga do Magi, onde mostra que os não magos(leia-se excluídos), não ligavam que estavam sendo estorquido, desde, que todos tivessem sexo, bebida, comida e moradia. Eles tinham seu magoi(magoi era magia, aqui na vida real seria o tempo de vida e o dinheiro/impostos para a terra dos magos) sugados e tudo isso em troca de seus extremos sensorias. Agora olhe o Brasil e a "sociedade" que o cerca, veja, pense, e reflita sobre o mundo em que você vive...

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    3. Detalhes: os magos são os playboys, alfa e elite dos genes/sere humanos.

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  7. Família... Comecei a criar "negócios digitais" em 2006, aos 16 anos. Queria ganhar grana pra escapar da louca família e ir pra algum lugar fazer trabalho voluntário como Testemunha de Jeová. Toda a família me zoou e criou minha fama de vadio. Realmente nunca ganhei grana e nunca saí de casa. Só saí das Testemunhas de Jeová, perdi todos os amigos que tinha por causa disso e também por causa disso comecei a ser mandado embora de casa. Sem dinheiro, sem currículo, sem amigos e sem coragem (tenho crises de pânico), cheguei nos 26 ainda habitando minha humilde residência. E o que é pior? Nem dá pra ter raiva, pq pensando bem a família só fez o que achava ser certo. A vida é uma vagabunda...

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Ah! A moderação de comentários voltou! Se seu comentário cair no filtro vou analisar sua contribuição intelectual e aprovarei rapidamente amigo! Volte sempre! Somos amigos! Att Gerson Rav

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