UM INTROVERTIDO SOBREVIVENDO NA PERIFERIA - blockchainsupertrader.com by Gerson Ravv

Tudo sobre TI-trabalho-dinheiro-mercado de trabalho-sistema-operacionais-computação e muito mais!

Hot

Post Top Ad

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

UM INTROVERTIDO SOBREVIVENDO NA PERIFERIA

Para um sujeito introvertido e tetinha como eu, morar na periferia é um verdadeiro calvário...
Moro numa periferia de São Paulo dominada pelo funk e rap (não, eu não curto rap e funk).

Sempre fui um gordinho cuzão que detestava brigas, barulhos, zueiras e tinha como paixões apenas ler, ir na biblioteca municipal do bairro, ler gibis e revistas como Níquel Náusea, Hagar o Horrível,  Chiclete com Banana e Rango.

Morar na periferia HOJE é um verdadeiro INFERNO. Os moleques de hoje parecem que são todos sequelados, burros, sei lá, acho que são aberrações genéticas produzidas pelos hábitos de consumir álcool barato e drogas de seus pais que são da minha geração... 

Na década de 90 lembro que enquanto eu estudava quietinho em casa, muito moleque do bairro estava aspirando cocaína, fumando maconha com cheiro de amoníaco, enchendo a cara nos botecos ou fazendo as três coisas ao mesmo tempo, talvez por isso a molecada filhos dessa galera é toda sequelada.



Naquela época pelo menos os moleques "normais" sabiam LER e ESCREVER corretamente, e alguns como eu, sabiam tocar algum instrumento musical e ler partituras, bem diferente de hoje.

Infelizmente não ensinam mais música e artes nas escolas... Na verdade não ensinam mais nada nas escolas públicas. Por isso vemos esses caras que nasceram entre 1985/1997 completamente analfabetos, que só conseguem trampos de motoboy adorarem tanto o funk putaria e OSTENTAÇÃO. As alegrias deles são: chegar no fim de semana e beber vodka vagabunda, cheirar pino de cocaína de 10 reais e ficar estourando escapamento de suas motos velhas enquanto escutam funk... O mais baixo nível de existência social.

Aqui na periferia o barulho é constante: botecos funcionam quase que 24 horas, reformas eternas em casas crescendo pra cima ou sem quintais pois os filhos fazem puxadinhos para se ajuntar com suas mulherzinhas, bailes funks improvisados, casais brigando, nóias tendo chiliques, viaturas de polícia correndo com sirenes no máximo, enfim, um INFERNO para quem gosta de PAZ e SOSSEGO.

Como já disse em posts anteriores, estou me aventurando num pequeno empreendimento e para isso, comprei algumas placas e banners anunciando meus serviços e  pendurei no meu portão social devidamente configurado com uma janelinha de atendimento com grades (para minha segurança é claro!). No segundo dia, os maloqueiros roubaram a placa de vinil e além de rasgar alguns banners ainda pixaram todo meu portão! Fiquei LOUCO DE RAIVA! PQP! 

É triste! Muito triste isso: você tenta oferecer um serviço para o povo que precisa do serviço e esses lixos humanos sequelados DEPREDAM tudo o que podem, não respeitam nada e ninguém...

Tinha até um toldo no portão para os clientes ficarem embaixo, mas ontem tive que retirar pois de noite estava servindo de abrigo para VICIADOS, NÓIAS e MENDIGOS usarem meu ponto como ponto de consumo e venda de drogas! INACREDITÁVEL isso!

Agora nessa época de férias escolares começa o inferno dessa molecada soltando PIPAS com linha impregnadas de pó de vidro o famoso cerol: minha internet e tv a cabo vivem caindo por causa dos fios que cortam os cabos nos postes. Ô povinho atrasado o nosso... Tanta coisa para se aprender de GRAÇA na internet, acesso até em universidades de HARVAD e esses imbecis ficam empinando pipas de papel como debilóides...

A coisa tá tão feia na rua em que moro que até TRAVECOS estão fazendo ponto aqui na esquina! E o pior: todos filhos de pessoas que eu estudei aqui no bairro...   

Espero um dia conseguir sair daqui, pois sei que a mentalidade do povo que mora aqui NUNCA VAI MUDAR. Não podemos mudar a mentalidade das pessoas à força e de forma massiva... 

Att Gerson Rav 

  




9 comentários:

  1. A mentalidade do brasileiro só irá mudar quando morcego doar sangue e saci cruzar as pernas.

    Já viu o filme idiocracia? Só os 10 primeiros minutos prestam, mas dá pra fazer uma bela analogia com nossa realidade.

    Eu vi o Brasil sendo construído ali.

    ResponderExcluir
  2. Tenho 30 anos e com muita sorte sobreviví na periferia; tive um professor que tinha muita boa vontade e inciativa que nos dava aula de teoria musical e prática na escola pública durante os intervalos. Os professores tinham autonomia naquele tempo. Por conta de professores que eram pontos fora da curva que não me tornei hoje um desses motoboys funkeiros cheirador de pino de 10 reais.

    ResponderExcluir
  3. Que porcaria! Tanto problema, tanto prejuízo que nem dá pra fazer um relatório das minhas finanças esse mês! PQP! VTNC! Aaaaaaahhhh! Que inferno de vida!!!!!!!!!!!

    ResponderExcluir
  4. gordo eiscroto docarai voce náo representa a periferia seu viado filo da puta!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. E quem disse que eu quero REPRESENTAR a periferia??? Graças ao meus esforços não sou mais um retardado como você que sequer sabe escrever direito... felizmente não sou mais um retardado de boné aba-reta, camiseta fedida regata falando gírias nojentas por aí e defecando erros de gramática no blog dos outros... Luto para um dia sair daqui desse lugar que tem uma vibe ruim, sinistra, pesada e atrasada.

      Excluir
  5. Fala, Gerson.

    Não conhecia o seu blog e resolvi dar uma olhada. Seus textos são muitos bons e me identifique bastante.

    Sobre esse post, também moro na periferia(já morei até nas do RJ) e vou te dizer que é difícil, é como se fôssemos intrusos, como uma detenção sem muro onde não podemos fugir. Se tudo der certo, até 2018 eu saio dessa latrina(penso em emigrar).

    Abraços e continue com o seu trabalho.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Valeu man! O pessoal pensa que na periferia só tem caras interessados em pichação, drogas, skate e vagabundagem ao som de rimas pobres. Nós aqui na blogosfera podemos e devemos mostrar ao mundo que aqui também tem muita gente inteligente e que possui habilidades alinhadas com as novas tecnologias e com histórias de vidas interessantes e que buscam o desenvolvimento pessoal. Vou acompanhar seu blog que também me identifiquei: já fui em motel de... BICILETA! kkkkk! Valeu cara! Sucesso sempre!

      Excluir
  6. Cara, curti muito seu blog! Estou lendo ainda, mas já te achei muito carismático.

    Realmente eu moro em comunidade e as molecada(fêmea e macho) só quer saber desses funk que estão injetando o materialismo e esses garotos sem educação financeira, conhecimento e boa base familiar, acabando buscando ganhar a vida de forma agressiva. Essas garotas que estão cada vez mais precoce, agindo como macacas(não to falando de cor) primitivas, buscando homens violentos e sem noção, que irão lhe socar filhos e juntos correram na corrida dos ratos.

    Lembro na época da escola, todos os gordinhos sofrendo bullyings selvagens, as menina o tratavam como se fossem invisíveis e sempre, sempre só davam a atenção para o traficantes - maldita extinto da natureza - e marginais.

    Eu tinha um amigo de infância, que tinha mãe noia e pai alcoólatra, acabou virando traficante bem considerado e foi isso que me salvou muito de bullying físicos, porém sempre com apelidos de uns metidinhos a bandido, mais eu sempre revidava.

    Agora sobre a favela/comunidade, aqui chega a ser comum tirando que eles moquiam droga nos matos perto de casa - e eu ando igual mendigo na rua e quando a polícia passar, pode até achar, que eu estava indo buscar elas -, o maior incomodo é minha família que briga muito e minha vó que não para de falar.

    Só que tanto faz o passado é pra ficar para atrás, o presente eu vou usar para mudar e me desenvolver e o futuro... ah, eu quero poder viver um modo zumbi com uma renda de 2,5k á 3,5k!

    Boa sorte Gerson e muito dinheiro!

    ResponderExcluir

Ah! A moderação de comentários voltou! Se seu comentário cair no filtro vou analisar sua contribuição intelectual e aprovarei rapidamente amigo! Volte sempre! Somos amigos! Att Gerson Rav

Post Top Ad

Your Ad Spot